Existem diversas coisas na vida que me chamam a atenção.

Algumas delas, passei a reparar conforme os anos e com a maturidade.

Outras, através das alegrias, das dores, desse mix de sentimentos que faz parte de nós.

Algo que sempre me intrigou muito foi ver, ao longo desses últimos anos, gente tão talentosa, mas que não conseguia se enxergar da forma única e especial que é.

Quantas vezes vieram até mim com a seguinte questão:

Sabe, Letícia, eu tenho ótimas ideias, mas não consigo por em prática.

Não consigo isso, não consigo aquilo, não vai dar certo, não tenho tempo.

As desculpas que ouvi ao longo desses últimos anos foram tantas e, às vezes, tão persuasivas, que preciso admitir que algumas pessoas quase me fizeram acreditar que, de fato, elas não conseguiriam.

A vida é cheia de aprendizados e se você reparar bem, talvez a resposta que você tanto procura esteja nos mínimos detalhes.

Então te faço uma pergunta:

Você realmente tem vivido?

Calma.

Pensa de novo.

Você realmente tem vivido o que nasceu pra ser?

Você tem coragem de ser quem você é?

Demorou para responder?

É, eu sei.

É difícil né? Pra ser bem honesta, acho que mal sabemos essa resposta, nem sabemos de fato quem somos, e eu realmente acredito que essa dúvida que a maioria de nós tem (até arrisco dizer todas nós), seja um dos maiores empecilhos na hora de tomar decisões no que diz respeito às nossas vidas e ao nosso futuro.

Este dias, assistindo a uma palestra de uma das minhas mentoras de vida (se assim posso chamar), Brené Brown, um trecho específico me chamou muita atenção. Após uma análise de dados, ela pode perceber que as pessoas mais entregues à vulnerabilidade e, consequentemente, mais felizes, tinham algo em comum.

CORAGEM – do Latim coraticum, derivado de cor, “coração”. Em sua definição original: contar a história de quem você é com todo o seu coração. Essas pessoas tinham a coragem de ser imperfeitas, possuíam a compaixão de serem gentis consigo mesmas antes dos outros e eram autênticas.

Nas minhas palavras, essas pessoas decidiram arriscar. E, nessa tentativa, descobriram que sim, era possível encontrar uma resposta em meio ao caos e essa resposta valia a pena.

Quando decidi começar o WE, a primeira coisa que veio na minha cabeça foi:

Ótima ideia, só não posso desistir. Não posso desistir porque envolve muita gente. Gente que amo, que acredito, gente que ainda não conheço.

Essa imersão em tentar algo novo sempre traz medo, mas posso ser honesta? Depois da linha do medo, a recompensa vale muito a pena.

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